Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região

Palavra do Presidente

Palavra do Presidente

Prezados Associados,

 

A palavra do presidente é um espaço reservado para que o representante desta entidade possa se dirigir a cada um de vocês. Aqui, são compartilhadas opiniões e desabafos sobre assuntos que norteiam a atividade pesqueira. Uma atividade produtiva que gera alimento, emprego, renda, mas que não figura entre as atividades que são prioridades para o nosso governo, nós sabemos disso. 

 

Diariamente pagamos o preço pela falta de valorização e cuidado com a atividade pesqueira catarinense. O meu papel, como representante desta entidade é defender o interesse coletivo de uma categoria que enfrenta problemas com fiscalização, demora na liberação de licenças, burocracia nos processos da indústria, concorrência desleal com produtos importados, falta de incentivo para investimentos, qualificação da atividade e por aí vai. Problemas e demandas, não faltam para encher a mesa de ofícios, de pedidos para ministérios, de documentos para entidades ligadas a pesca. Pilhas de papéis que protocolamos diariamente, na expectativa de atingir objetivos e proporcionar mudanças reais para cada armador ou dono de indústria. Uma tarefa que tem sido cada vez mais difícil, pela questão de força política e também pela burocracia que emperra toda e qualquer tentativa de garantir investimentos e andamento das demandas da nossa atividade. Outro problema que interfere na nossa capacidade de articulação são as crises que acompanham o setor, sejam elas econômicas ou de gestão dentro do Governo Federal. Desde que o Ministério da Pesca foi criado e depois extinto a rotina do nosso sindicato ganhou um novo papel, o de entender como cada gestão funciona e dentro dela encontrar uma saída para a sobrevivência da pesca.

 

Gostaria de lembrar que daqui (SINDIPI), saem as reivindicações, todas embasadas em conhecimento técnico e jurídico, mas o poder de uma entidade, esbarra quando começa o poder de outra e se enfraquece quando apenas um grupo faz pelos seus. Com isso, quero dizer que estamos fazendo pelos nossos, em busca de soluções. Ressalto que o SINDIPI, não é uma entidade de dois ou três, mas uma casa de abriga aproximadamente 300 associados. Pessoas que também são responsáveis pelo sucesso desta luta, e pelas mudanças dentro do setor, armadores, empresários que precisam estar presentes em todos os momentos e não apenas de cobrança ou de críticas. O SINDIPI,

não pode e não vai arcar com problemas que não sejam do grupo, somos uma entidade coletiva, onde os problemas devem chegar a mesa para o debate e não apenas para as exigências.

 

Eu como presidente tenho uma postura que talvez não agrade à todos, mas é uma postura construída em cima dos meus valores e do que respeito e acredito. Não costumo usar o trabalho realizado nesta casa como bandeira de promoção, por isso, sempre espero que as coisas aconteçam para que depois sejam divulgadas. A estratégia de plantar esperança e depois colher a decepção não me agrada e não acredito que seja o melhor caminho.

 

Esta edição da palavra do presidente é um desabafo que será compreendido por muitos e talvez não faça sentido para outros, mas ela tem um propósito muito claro. Quero que todos entendam que o sindicato não é meu e que se queremos mudanças precisamos trabalhar juntos, mas além desta batalha em grupo, precisamos sim, entender que existem limites e regras e que ultrapassar a barreira do tolerável tem seus riscos. Pertencer a um sindicato não significa estar blindado. Aqui, como já disse anteriormente trabalhamos pelo grupo, e nossas defesas vão sempre respeitar os princípios da moralidade.

 

Jorge Neves 

Presidente SINDIPI