Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região

Palavra do Presidente

Esperanças em 2018!

Definiria facilmente 2017 como uma prova de sobrevivência para o setor pesqueiro. De janeiro até agora presenciamos e vivenciamos momentos de tensão e desvalorização da nossa atividade. A pesca não está na roda de conversas pelos corredores do Congresso, não consta na pauta das reuniões dos gabinetes, não é prioridade para nenhum ministério do Governo Federal. Isso ficou evidente durante as minhas viagens à Brasília.

 

Nos últimos meses sentimos na pele esta falta de preocupação. Acompanhamos a ausência de políticas públicas para o setor pesqueiro e fomos jogados de um lado para o outro, sem nenhuma consideração ou pudor. Por pouco não fechamos este ano sem um ministério, secretaria, seja lá o que for. Ficamos por semanas na expectativa da publicação de uma portaria que tornou a pesca peça integrante da Presidência da República. Uma publicação que muitos acreditavam que não sairia, mas felizmente saiu e agora precisamos entender como fica este jogo.

 

A nossa esperança é a tal independência administrativa, estamos agarrados nela, na expectativa de reerguer um setor que amarga problema e acumula dificuldades. A nossa lista é grande. Todos nós sabemos que a solução não é imediata, mas precisamos que algo aconteça. Precisamos que o governo faça a sua parte, precisamos agilizar este processo de discussões, de debates e passar para a parte prática da história. A nossa atividade é diária, o peixe não marca hora de chegada e saída e a natureza nem sempre está a nosso favor, então não podemos manter o estado burocrático para esta atividade.

 

Aqui, nós estamos fazendo a nossa parte. Estamos pedindo ajuda para quem quer ajudar o setor, estamos criando vínculos com representantes políticos que tenham interesse em conhecer a atividade, estamos investindo em pesquisa para auxiliar nossos armadores. Mas a pesca necessita de um trabalho coletivo. Só o SINDIPI fazendo não vai mudar esta realidade. É preciso união em 2018. Sou um eterno otimista, um sentimento que hoje é o símbolo da nossa atividade. Se não fosse o otimismo por dias melhores, a pesca já teria sido levada pelas águas.

 

Jorge Neves – Presidente do SINDIPI